Aquele sentimento de “preciso ver minha vida de fora”, junto com a velha e sempre presente vontade de viajar em bicicleta resultou nesse rolê. Organizei a vida, planejei uma rota, botei o suficiente para acampar, cozinhar e pedalar sozinho 1000km passando pelos três estados do sul do Brasil.

Transformei minha bicicleta de trabalho de uma single speed em uma bicicleta com marchas e relação para subir qualquer coisa que encontrasse pelo caminho. A bike é uma Spino, feita em aqui Porto Alegre, o modelo é um protótipo de um projeto nosso, do BikeHandling, em parceria com a Spino. Em breve vou escrever um post falando da bike nessa viagem, checklist do que levei e composições dos equipamentos.

DSCF2450

Clique em Continuar lendo para ver o relato de cada dia, rota e causos da viagem:

Dias antes de sair fui até o ateliê da Eleven Bags, falei que iria viajar para o Gabé e que precisava de algumas coisas, como sempre ele fez na hora, do jeito que eu precisava. Te amo, Gabé, sem você nada seria como é. Bike montada, tudo dentro das bolsas, verdadeiro espírito do bikepacking aflorado, é isso, só sair de casa.

DIA 1: Porto Alegre -> Terra de Areia – 140km

Convidei meu pai para pedalar esse primeiro dia comigo, como fazia tempos que não pedalávamos juntos e seria um trajeto que ele está acostumado a fazer em seus treinos de speed. Começamos a pedalar às 7h. Pegamos o movimento da saída/entrada da cidade na freeway, mas nada que não estamos acostumados. Ainda estranhava a bike carregada, a disposição das coisas ainda não estava ideal. Manhã inteira pedalando, algumas paradas, o único furo de pneu que tive na viagem inteira foi nessa parte. Meio dia estávamos almoçando em Osório. Sem enrolar muito já seguimos para o último terço da distância do dia. O vento começou a soprar mais forte e diminuí a velocidade que avançava. Passar pelo túnel sempre é bem divertido, dessa vez não foi diferente. Umas 15h30 chegamos em Terra de Areia, onde encontramos minha mãe que tinha ido de carro para buscar meu pai. Me despedi deles e fui atrás de um lugar para ficar por lá. Como o mundo da bicicleta é incrível, pedi umas informações e onde poderia dormir em uma oficina de bike, por sorte era um conhecido de um conhecido. Maykel, o dono da Terraw Bikes, me conseguiu uma casa para ficar. Depois que fechou a oficina, ele me deu a chave da casa e fui até lá. Cozinhei arroz e lentilha com shitake e fui dormi.

DIA 2: Terra de Areia -> Cambará do Sul – 90km

Primeira serra, Rota do Sol, 1400m de altimetria. Despertei meio tarde e comecei a pedalar por volta das 8h. Com a sensação de que agora começou de verdade a viagem. Tempo muito agradável, sol, céu aberto. Lá pelas 9h parei para tomar um caldo de cana, comi um cacho de banana junto, em uma banca na beira da estrada. Sabia que em seguida iria começar a subida de verdade. Com a mochila mais leve do que o dia anterior, não era mais um problema. Pouco movimento na estrada, e já na última marcha fui subindo. No final da manhã estava no mirante da serra.

DSCF2318DSCF2315

Segui até Tainhas para almoçar, e na tarde segui os 30km que faltavam até Cambará do Sul. O primeira parte desse roteiro, o Luis já tinha feito no ano passado, tem o relato aqui. Com isso, eu tinha bastante informações sobre onde comer, ficar como era as estradas e etc. Com isso, cheguei até o Josemar e a Carol do Aparados da Serra Adventure. Pessoas incríveis, muito grato pela troca de informações e experiências que tive por lá. Passei dois dias a mais que o planejado. O que foi bom, pois no primeiro dia meus joelhos estavam bem doloridos de ter subido uma serra no segundo dia de viagem. O tempo virou e a temperatura baixou uns 15ºC, no terceiro dia por lá, resolvei sair em qualquer condição climática.

 

 

DIA 5: Cambará do Sul – > Timbé do Sul – 65km

O tempo não estava favorável, choveu a madrugada inteira e estava fazendo uns 5ºC. Acreditei no windguru, que dizia que iria diminuir a chuva pela manhã. Depois de tomar o café da manhã e me despedir do Jose e da Carol, segui rumo a Serra da Rocinha. Muito frio nos primeiros 15km, percebi que tinha esquecido minhas luvas, ou achado que não iria precisar (idiota, tu tá indo pra região mais alta do estado, em agosto, óbvio que vai precisar).

 

Diazinho Mud & Wet. Depois que passei Ouro Verde, começou a estrada de chão, já tinha passado pedalando por essa estrada há um ano, com alguns amigos e uma Kombi. Fiz o mesmo trajeto que daquela vez, mandei uma mensagem no grupo dessa viagem quando passei por onde acampamos na estrada. Como a estrada não estava muito favorável, não andava mais do que 15km/h. Lembrava direitinho das vistas, só que dessa vez, era na chuva e estava sozinho. Chegando na bifurcação onde ou vai para São José dos Ausentes ou desce a Serra da Rocinha, comprei um pão para almoçar na venda. Me arrependi de não ter levado comigo de Cambará um almoço. Não tinha quase nada pra comer por lá, peguei um pão velho e um pedaço de queijo. Decidi comer no mirante, segui mais uns 3km, e como subia cada vez mais, já estava dentro da núvem, Visibilidade de uns 5metros, esta condição climática me acompanhou até Timbé do sul. Antes disso, parei no mirante para comer, pior ideia, obviamente não se via nada e tudo molhado. Ou seja, almocei praticamente em pé. Engoli tudo e já comecei a descer a rocinha. Aí percebi que estava fazendo uma loucura.

 

Com placas de “Perigo: Risco de morte” na descida da serra, segui descendo em um chão de pedras soltas, lama, buracos e tudo o que não deixa você relaxar na bike. Com os pneus 32mm, vbrakes e na chuva vocês devem imaginar a loucura que foi descer isso. Inesquecível. Quando acabou a descida eu já nem acreditava mais em nada do que tinha feito, e quando cheguei no asfalto da rua que cruza Timbé no Sul, muito menos. Parei em um posto nessa mesma rua e fiquei por lá. Conversando com as pessoas, por ali, conheci o dono do posto, que deixou por a barraca nos fundos e até tomar um banho quente. Cozinhei uma massa com tomate seco e alho, e agradeci que estava seco e dentro do saco de dormir.

DIA 6: Timbé do Sul -> Lauro Muller – 100km

Acordei 7h, chovia, fiz um café da manhã e arrumei as coisas com calma. A chuva acalmou, tirei a lama da bike com uma mangueira, pois estava podre do dia anterior. Comecei a pedalar por volta das 9h, muito tarde pra quem pretendia pedalar 100km. Os primeiros 20km fiz numa estrada que leva até Turvo, estradinha muito agradável e plana. Com uma vista absurda para as serras na minha esquerda, não parei para tirar foto pois já estava atrasado e não queria perder nenhum minuto, mas hoje estou arrependido.  Começou uma leve dor no joelho, percebi que o banco havia baixado um pouco, arrumei e segui. Tudo certo, a não ser por uma semi perdida que me encontrei no caminho, pois quis atalhar em estradas que vi no mapa. Me achei, vi que estava indo pro lado certo, entrei um uma SC de maior movimento. Começou a chover forte e sabia que não podia parar. Passando a cidade de Meleiro, parou a chuva mas começou um movimento muito grande de caminhões e o acostamento era quase inexistente. Estava sem snacks para aquele dia, comecei a pingar e ainda faltava 8km para Forquilhinha onde pretendia almoçar. Logo nas primeiras partes urbanas já encontrei uma fruteira e uma padaria. Comi pão com abacate e tomate e um sonho de doce de leite. Às 12h30 já estava pedalando novamente rumo a Lauro Muller. Cruzar Criciúma foi bem ruim, muito movimento, não lembrar como era pedalar na cidade, não saber pra onde olhar nas ruas, mas cruzei a cidade e seguia pela estrada que passa por Siderópolis. Tinha uma subida bem forte que me fez tirar as camadas térmicas que vestia. Entrei na cidadezinha para comprar sapata de freio, logo encontrei e já segui até Treviso. Estava preocupado com o horário, comecei a andar forte, me lembrou muito aqueles dias de bikemessenger que vocês já está exausto mas precisa andar rápido. Os últimos 10km antes de Lauro Muller foram isso. Chegando na cidade, armei a barraca no posto chaminé, fiz a janta e apaguei do jeito que estava.

DIA 7: Lauro Muller -> Bom Jardim da Serra – 35km

O dia mais esperado até então, subir a Serra do Rio do Rastro, com seus 1421m de desnível em 25km de extensão. Acordei 6h, café da manhã clássico: aveia e banana com uma paçoquita e óbvio, café. Muito neblina, o que era uma boa: “cerração que baixa, sol que racha”. Levantei acampamento e 7h30 estava em cima da bike entrando numa primeira subida. Um sobe e desce até Guatá e depois disso começou a subir sempre, parei numa banca para comprar snacks, e tomei um caldo de cana. Estava a cima das nuvens, olhava para trás, em direção ao ponto de saída e via toda a cerração.

DSCF2421DSCF2423

Começou a esquentar bastante, parei umas quatros vezes para alongar, comer algo e tomar uma água. Pouco movimento, mais no sentido oposto. Começou o concreto e diversas curvas que se estende até o topo da serra. Estava muito feliz pelo dia muito aberto que peguei, por ter subido e estar bem fisicamente. Perto do meio dia cheguei no Mirante. A vista era incrível. Em segundos, depois de encostar a bike na grade do mirante, os quatis roubaram um pé-de-moleque que tinha na bolsa de guidão, foi o tempo de tirar a foto.

 

Depois de almoçar no Mensageiro da Montanha – que em dias da semana é prato feito e tem opção vegetariana (SHOW!) Segui com um vento contra soprando forte, mas logo cheguei em Bom Jardim da Serra. Estava cedo porém estava decidido que ficaria por ali mesmo nesse dia. Comecei a buscar um lugar pra ficar, até chegar nos bombeiros que me receberam muito bem. Fogão a lenha bombando, já que a previsão era de muito frio para os próximos dias. Dormi dentro da casa, e acabei ficando um dia a mais por lá, pois a previsão do tempo era rajadas de até 60km/h para a região e pancadas de chuva. Até arrumei as coisas na bike e esperei algumas horas da manhã pra ver se o tempo virava e nada. Na tarde deste segundo dia por lá, o Roger, da Cuore, chegou tremendo de frio depois de subir a serra do rio do rastro, numa ventania que, segundo ele, não tinha visto nada igual. Passou a noite nos bombeiros também, onde até mudou de planos e seguiu comigo rumo ao norte.

DIA 9: Bom Jardim da Serra – Urubici –  72km

Muito frio em cima da serra, promessa de neve, quando saímos pedalando estava marcando 4ºC. Vento continuava forte, mas nada como no dia anterior. Subidas e decidas divertidas até o trevo que mudaríamos de estrada para chegar em Urubici. Umas das estradas mais bonitas em que já pedalei, SC-110, estradinha europeia, dia perfeito, sol e frio.

 

Perto de Vacas gordas planejávamos almoçar, mas não havia nenhuma birosca pra comprar qualquer coisa pra mastigar. Paramos em um ponto de ônibus e cozinhamos uma macarrão com molho de grão de bico, um pedaço de brócolis, cogumelo shitake e sopa instantânea. Apetitoso! Roger repôs as energias e voltou bem do almoço, eu já fiquei um pouco mole e comecei a passar calor com a roupa que tava. Numa subida já tava ficando irritado e prometi que depois dali iria tirar todas as roupas. Mas logo em seguida começamos a descer. Nossa senhora, descidas alucinantes, 60km/h com a bike carrega… que sensação incrível, o verdadeiro espírito de andar numa bicicleta aflorado. Numa dessas curvas, a última antes do mirante, quase bailei, tive que usar todo o aprendizado que as ruas me deram em cima de uma bicicleta. Em frações de segundos voltei ao controle da bike. Entrei muito embalado numa curva para a direita e logo em seguida (eu não fazia a mínima ideia o que vinha pela frente) tinha um cotovelo para a esquerda hahaha depois disso, parei no mirante e passei uns 10min rindo da adrenalina que foi quase ter caído.

 

Em Urubici conseguimos um contato no WarmShowers, o Luis Felipe, nos recebeu com um café muito bem servido e fogo na lareira. Muito massa! E ainda descolou um contato para o outro dia, em Braço do Norte. Show demais.

DIA 10: Urubici -> Braço do Norte – 70km

Dia de cruzar a Serra do Corvo Branco, e completar o trajeto que o Ogro fez ano passado, que foi o mesmo até aqui, e tem o relato aqui. Que eu tinha colocado como primeira parte da viagem. Subir e descer serras pelos RS e SC.

Quando acordamos em Urubici a sensação térmica era abaixo de zero, porém fazia sol e logo já ficou agradável pedalar. Ah, no dia anterior o Roger foi na loja de bike comprar refil para os freios dele, e me deu uma luva!! Saímos pedalando perto das 8h e chegamos no final da manhã no topo do Corvo Branco.

 

Depois de vislumbrar por alguns minutos a vista lá de cima, começamos a descer. O começo da descida é uma mistura de asfalto ruim com estrada de chão, mas deu pra descer bem de boa. Logo depois veio um ASFALTO ZERA, durante uns 8km que só iam para baixo. Um dos dias mais divertidos de pedalar foi este. Descida loca, diria meus amigos. Depois que tu pega a confiança na bike, só vai. Paramos na frente da igreja em Aiurê, como tinha uma arquibancada, barulho de rio correndo e uma vista absurda dos morros, paramos ali para almoçar. Tínhamos feito sanduíches no dia anterior, foi só sentar e comer. Depois seguimos até Braço do Norte, por umas 2h e no final da tarde já estávamos abrigados na casa da mãe de um ex-colega do Luis Felipe, da faculdade que ele fazia em outra cidade. (kkk)

 

DIA 11: Braço do Norte -> Rancho Queimado – 105km

O dia em que eu fiz mais força na vida: 2300m de altimetria em 105km! Começamos a pedalar às 8h, mas 10min depois de começar já me despedi do Roger, que seguiria para Tubarão para voltar pra Porto Alegre. Eu segui rumo ao norte, nos primeiros 20km, andei super bem, um pouco para tirar o atraso de ter acordado tarde e porque o asfalto deixava. A partir de Rio Fortuna começou a melhor estrada de chão que já pedalei, SAIBRO, mas subia bastante. Interior bucólico. Subi, desci, subi de novo e cheguei em São Bonifácio perto das 13h, bem casado já. Achei um restaurante e comi comida de verdade. Sem enrolar já parti em seguida, sabendo que não seria fácil essa tarde. Já tinha pedalado 72km com 1200m de altimetria, já estava bem cansado. Faltavam 35km e mais 1000m pra escalar, só aceitei e fui.

 

Asfalto bom! Graças a deus! Subida forte logo no começo e depois uma descida gostosa. Fim do asfalto, começou um concreto com aqueles tijolos hexagonais, e mais pra frente estrada de chão bem diferente da que peguei pela manhã. E subindo, muito nos últimos 15km. Certo hora fui conferir no maps, e vi que passei pela bifurcação que deveria pegar, mas tinha avançado muito para voltar, e láá na frente ela chegaria onde gostaria, mas com uma volta maior. Comi os snacks, aceitei o erro e comecei a pedalar sem pensar muito. A estrada não parava de subir e nenhuma pessoa cruzou meu caminho nessa parte. Eu já estava muito cansado, depois de uns 40min cheguei no asfalto, na SC que chega em Rancho Queimado. Fazia frio e não estava conseguindo nenhuma lugar para passar a noite pela cidade, como sabia que tava acabado, resolvi pagar um hotel que ficava em cima de um boteco. Quarenta reais a noite, que no fim foi uma ótima escolha, já que tive febre depois do banho, pelo esforço feito durante o dia inteiro. Sem forças pra fazer a janta, só apaguei enrolado em uns 2 cobertores que tinha no meu quarto. Esse dia foi loko!

DIA 12 – Rancho Queimado -> Brusque – 90km

Acordei ainda me sentindo fraco, mas comi um algo e dei uma melhorada. Arrumei as coisas e parti. Nos primeiros 15km até Angelina, descida de asfalto bom, comemorando que seria só isso até Brusque. Ledo Engano, começou uma estradinha de chão esburacada e com muita terra solta.

DSCF2573

Depois de uns 25km dessa estrada, cheguei no pé de uma serra. Subida dura no começo, mas depois deu uma amenizada, ela era muito comprida no seu topo, andei muito tempo em cima. E depois desci, nessa descida eu tive pena da bike. Cheguei em Major Gercino, onde parei no primeiro mercadinho e comi um pão com tomate e cenoura. E segui, a estrada melhorou, acostamento grande, coloquei até os fones, que me embalaram por uns 15km até São João Batista. A partir disso, começou uma estrada sem acostamento, com bastante movimento de carro, mas já estava bem perto do destino, o que foi surpreendente. Eram 14h e estava à 10km de Brusque. Dei uma pausa longa em uma parada de ônibus e perto das 15h, estava em contato com a irmã do Leandro, meu amigo que me receberia em São Bento do Sul dias depois. Fui recebido muito bem pela Monica, jantamos e logo fui dormir. No outro dia almocei na cada dos pais do Leandro e Monica. Altas ideias trocadas sobre viagens e lugares do mundo. Como me sentia um pouco cansado ainda, resolvi ficar mais um dia me recuperando por lá.

DIA 14: Brusque -> Blumenau – 40km

Saí de Brusque pelas 11h, pois sabia que era pouco chão até Blumenau. 13h30 já estava lá no Vegecetera almoçando com o Juli, da SprintDelivery. Trocamos ideia sobre mensageria, e depois ele me deixou na casa da Deysi, da Capish. Um dos ap’s mais bonitinhos que já fui! Nesse mesmo dia demos um rolê pela cidade com o pessoal, foi divertido pedalar a bike descarregada. Isso era um quinta-feira, fiquei por lá até terça-feira. Dormindo na rede, trocando muitas ideias com todas da casa e pensando na vida. Dias bem divertidos!

DSCF2578

DIA 19: Blumenau -> São Bento do Sul – 115km

O peso dos dias parado,  1800m de altimetria, serra depois de 80km. Diazinho puxado. Saí umas 8h de Blumenau, demorei pra sair da cidade, até levei um tombo bobo, sozinho, no canto da rua, apenas escoriações leves e o bagageiro torto. Até o pé da serra do dia, fui bem, passando por Pomerode e Jaraguá do Sul, almocei em Corupá, no pé da serra. Ainda me sentia bem, mas sabia que não seria nada fácil essa subida. Marcha na vovozinha e só vai. Subi! Quando cheguei em um dos pontos e olhei a vista, não acreditava. Era uma das vistas mais absurdas que vi durante toda a viagem.

DSCF2581DSCF2590

Ainda restavam uns 15km até São Bento do Sul, que fiz no esforço, já estava bem pingado da subida. Encontrei o Leandro no estúdio de tatuagem, chegando na cidade e logo depois fomos pra casa dele, jantamos e eu apaguei de cansaço. Fiquei três dias por lá, uma das casinhas mais incríveis que já vi, vista para os morros da região enquanto lava a louça, invejável!

DSCF2607

Faltavam 100km para Curitiba, de onde pegaria um ônibus para voltar pra casa. Resolvi não pedalar essa parte para chegar inteiro por lá e curtir a cidade. No terceiro dia em São Bento, coloquei a bike embaixo do ônibus e fui até Curitiba. Sim, o título deste post é sensacionalista hahahaha. Passei cinco dias pela capital do Paraná, hospedado no Akio. Participei de corridinha de rua, sempre muito massa correr em outra cidade. Passei bem esses últimos dias por lá. Curti as férias!

 

A rota completa: https://ridewithgps.com/routes/28584865

Aproximadamente 900km com 15000m de altimetria em 11 dias pedalados.

Nós próximos dias vou fazer um post com a listas do equipamentos.

João Vitor “Jv”