Expresso Patagonia 02

Em Punta Arenas, há mais de um mês, revi grandes amigues, com quem tenho forte convivência. Nós moramos na mesma casa, trabalhamos na mesma atividade e frequentamos os mesmos bares. Punta Arenas fica no extremo sul do continente e foi a segunda vez que eu estive lá. A ideia de percorrer alguns quilômetros em bicicleta pelo sul da América nasceu neste mesmo lugar.

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Custei a dar tchau pra cadeia de montanhas do parque. Ainda é possível visualizar-las há mais de 200km de distância.

Não bastando, Ogro e eu tivemos a sorte de nos vermos novamente em Puerto Natales, há 250km de Punta Arenas. Ele acabou voltando mais cedo do circuito maciço de Torres del Paine no qual havia planejado concluir, por complicações no joelho. Justamente no mesmo dia que chegamos na cidade, fomos para a mesma hospedagem. Como ele iria esperar o restante do grupo retornar do trekking e eu tive vontades de ficar na cidade uns dias a mais do que planejei, conseguimos trabalhar em troca de um espaço pra dormir e desfrutar de um lugar com muitas pessoas bacanas. Quando a Alice, João e a Isa chegaram, fizemos algumas confraternizações e nos despedimos novamente.

Expresso Patagonia 01
Los Cuernos del Paine.

Meu novo reencontro foi com as cadeias de montanhas em Torres del Paine. Intenso pedalar nas estradas e imaginar os circuitos de trekking há alguns quilômetros dos quase 50km que percorri nos rípios e largos ascensos e descensos dentro do parque. Mesmo com o frio característico da região sul chilena, Torres del Paine possui um microclima, podendo alcançar os 25C durante o dia, deixando o cenário quente e cheio de energia.

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Encontrei uma brecha no sistema humano e nas grades ao redor de uma das entradas principais e acampei em um dos espaços destinados aos que estão percorrendo os circuitos de trekking. Dormi e despertei com as três torres – que dão nome ao parque – há uns 5km de distância de onde eu estava. Pela manhã, enquanto eu saía com a boa bicicleta, vi muitas pessoas com suas grandes mochilas se preparando para continuar o circuito maciço ou finalizar o circuito mais curto chamado de “W” por fazer exatamente os traços da letra pelas trilhas do parque.

Foi um dos momentos mais nostálgicos que a viagem me proporcionou até agora.

“Faz um tempo que vinha pensando em um novo formato de escrita para os relatos da experiência que estou vivenciando por aqui. Quero encontrar uma forma de me expressar que seja mais dinâmica. Gostaria muito que minhas fotografias falassem por mim e que permita que a mente de vocês viaje comigo. A partir desse post, tentarei expressar-me assim. Aceito sugestões e todo comentário é bem vindo 🙂 “

Há mais registros da viagem no flickr e Instagram .

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