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A reedição de 30 anos do primeiro óculos Oakley para performance (1984 – 2014) traz ao mercado um produto de armação simples e lente de alta qualidade para levar os fãs dos anos 80 à loucura!

Sammi Runnels – competidora de provas de Cyclocross e provas de bike fixa;

Taylor Phinney – ciclista Americano atualmente na equipe BMC, especialista em contrarrelógio;

Thor Hushovd – ciclista norueguês campeão mundial de ciclismo de estrada de 2010; já foi camisa amarela do Tour de France e já venceu etapas dos 3 Grand Tours (Giro, Tour e Vuelta).

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PRÓS:

– Leveza: o peso total é de apenas 23 gramas;
– Desmonte: sua estrutura simples facilita a limpeza da lente e demais peças;
– Pano de microfibra: muitas vezes, ele é o suficiente para remover as poeiras acumuladas na lente;
– Boa ventilação;
– Lente: já viu um Oakley com lente ruim? Não, né? Sem dúvida é o que faz os óculos valerem a pena.

  • Revestimento permanente hidrofóbico: impede machas provenientes de água;
  • Iridium: revestimento refletor fino que ajuda a reduzir o brilho e a acentuar contrastes;
  • Plutonite: material UV e resistente a impactos;
  • Versátil: os tons das lentes são amenos e, logo, os óculos podem ser usados desde os raios mais fracos de sol, no início ou no final do dia, bem como no sol a pino do meio-dia;
  • Fixação no nariz com Unobtanium: segundo a Oakley, o suor ajuda esse material a fixar-se na pele. Isso realmente ocorre ou o suor acaba ressecando o material e tornando ele quebradiço (existem alguns narizes torcidos na internet)? Acredito que somente o tempo será capaz de dar essa resposta, mas uma coisa é certa: esse material, juntamente com o design das hastes, tornam os óculos muito confortáveis de vestir e contribuem para proporcionar aquele “esquecimento” de que se está equipado com eles.

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CONTRAS:

– Fragilidade: as hastes fixam no arco superior de plástico por um sistema milimétrico sob pressão: as hastes possuem um vão arredondado superior e outro inferior e o arco superior possui duas meias esferas sobressalentes (vide foto). O encaixe desse vão arredondado na meia esfera sobressalente é aquele tipo de coisa que parece que vai quebrar toda vez que precisa encaixar ou desmontar, mas até hoje nunca aconteceu nenhum dano nesses processos;
– Qualquer alargamento vertical das hastes, entretanto, acaba tornando esse encaixe arredondado menos preciso. Após prender os óculos no capacete algumas vezes, as hastes acabaram cedendo um pouco, resultando em uma leve folga na fixação das mesmas no arco superior, mas parece que esse alargamento é finito e, portanto, a folga estabilizou-se;
– Vulnerabilidade: devido ao fato das extremidades dele ficarem distantes das maçãs do rosto, a proteção de vento e de pequenas poeiras não é 100% eficiente;
– Não acompanha case rígido.

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DETALHES:

– *Algumas cores de lentes (Dark Bronze, G30 Iridium, G40, Gold Iridium, Titanium Iridium, VR28 Black Iridium e VC28 Blue Iridium) foram especificamente projetadas para aplicações de performance e podem não ser adequadas para reconhecimento de sinais de trânsito.
– *A Oakley orienta que seus óculos não devem ser usados para olhar diretamente para o sol ou para fontes de luz artificial forte.
– *A limpeza recomendada é apenas sabão neutro e secagem com o pano de microfibra que acompanha. O pano, por sua vez, deve ser lavado somente à mão.
– Tamanho da lente: 131mm.
– Tamanho da haste: 123mm.
– Acompanha duas hastes: uma curva e outra reta.
– No canto da lente, há uma gravação a lazer com o numeral “30” – referência ao aniversário de 30 anos do primeiro modelo da Oakley com o foco em performance esportiva.
– Para evitar prender os óculos no capacete e causar o alargamento vertical das hastes, a solução que encontrei foi fixá-lo virado para trás: as hastes presas nas orelhas e a lente na nuca. No ciclismo, devido à posição inclinada do dorso, essa fixação é bem segura. A pé, essa fixação é menos firme, mas, os óculos nunca caíram ou chegaram perto disso.
*informações retiradas do manual de instruções original

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Depois de 7 meses de uso, a conclusão que chego é de que certamente o custo x benefício desse modelo é satisfatório, mas não acredito que seja a melhor opção do mercado, tendo em vista que o seu investimento está na faixa de R$450,00 (no site da Oakley está indisponível, mas o preço de algumas cores chega a R$520,00).

O meu já foi ao chão diversas vezes e, portanto, acumulou alguns pequenos arranhões e marcas na lente, mas são observadas somente pelo lado de fora – a lente não arranhou a ponto de danificar / alterar a qualidade do uso. Apesar do aumento do contraste em diversas cores, o sol parece mais ameno e, para quem tem olhos claros, isso se torna bastante confortante.

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Meu uso se dá na prática do ciclismo e demais casualidades a pé, então os óculos me satisfazem muito bem. Com certeza compraria de novo se tivesse a oportunidade, uma vez que a lente é realmente prazerosa – depois de acostumado a sair no sol com ela, o mundo sem ela parece menos colorido e divertido.

Referência do habilidoso ciclista Chris Akrigg com uma Mongoose de 1985:

 

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As fotos e o review completo foram contribuição do Vicente Siufi.

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