Seguindo com o rolê das mina…

Leia a primeira parte do relato

Dia 04 | Bujuru – Estreito: 40 km

Estávamos ansiosas com a chegada em Estreito, pois sabíamos que, como diz o nome, é o ponto onde a Lagoa dos Patos e o Oceano Atlantico ficam mais próximos um do outro, e a BR 111 passa no meio. Vimos um de cada lado, foi lindo.

Paramos em Barrinha de Estreito para almoçar, e novamente ir de encontro a um lugar bonito e com água para descansar. A Barrinha nos levou ao encontro de mais cicloturistas, o casal @Amorbikecafe, Acauã e Taline, que nos receberam com um grande sorriso e uma grande família, onde estavam hospedados. Ali ficamos conversando e tomando vinho.

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Seguindo para o almoço, chegamos a um grande bosque de pinos, onde a barrinha encontrava o mar. Almoçamos e o Freitas, que já estava com a passagem comprada,  seguiu viagem para RG, nós fomos a praia. As fotos já explicam tudo. Decidimos dormir ali.

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A noite estava completamente estrelada e fizemos jantar na fogueira. Um pouco antes disso fomos ao lugar indicado para buscar água, porém ela tinha uma grande quantidade de enxofre. Conseguimos apenas cozinhar com ela.

Dia 05 | Estreito – Rio Grande: 60 km

Tomamos café da manhã desfrutando de um belo nascer do sol. Já fazia calor. Tomamos nossos últimos goles de água potável e partimos, pretendendo encher as caramanholas assim que possível. Paramos na casa dos amigos que abrigavam a Taline e o Acauã, eles se preparavam para partir também, enchemos nossas garrafas de água e partimos todos juntos.

Chegamos em São José do Norte no final da manhã. Nos separamos, dois pegariam infos da Balsa para Rio Grande e outros encontrariam um lugar para almoçar. Estávamos morrendo de fome e calor, era difícil pensar. Demos a volta em toda a cidade e acabamos almoçando no primeiro restaurante que havíamos passado. Ali ficamos por umas 2 horas, eu acho.

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Queríamos encontrar um lugar melhor para descansar, -São José do Norte parecia que não tinha nenhuma árvore- e pela última vez, ver a lagoa. Falamos com o Freitas e ele nos indicou uma entrada em propriedade privada, voltando um pouco, que nos levaria até a lagoa. Pegamos a bicicletas e fomos.

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Ali ficamos um boa parte da tarde. Para finalizar tomamos uma cerveja no bar em frente a balsa e partimos para Rio Grande, aproveitando o por-do-sol.

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Chegamos em RG já era noite. A Tássia nos levou para o tour na cidade histórica, que inclusive tem um velódromo (!) em um belo parque de recreação ao ar livre. Claro que não poderíamos perder de brincar no velódromo! Enquanto todos brincavam eu (Isa) fiquei de fora, me sentia febril e com muita dor de cabeça, queria descansar.

Fomos para casa da família da Tássia, que nos esperava com um super jantar delicioso e sua hospitalidade. O Palito e o Mário resolveram pegar o ônibus para Porto Alegre da meia noite  (era meia noite?), acho que ninguém conseguiu esperar acordado. Vimos as fotos da viagem na Tv da sala e ali capotamos. Os guris foram embora e a gente seguiu dormindo.

Dia 06 | Rio Grande – Pelotas: 68 km

Acordamos, almoçamos, dormimos, e por volta das 16h começamos a organizar nossas bicicletas. Era outro dia de bastante calor. Nesse dia, já estávamos quase certas de que iríamos até Pelotas e de lá, pegaríamos um ônibus até Porto Alegre. Nossa ideia inicial era seguir mais um pouco pedalando, até São Lourenço ou Arambaré, que são praias da lagoa dos patos e cidades legais de conhecer. Mas a BR 116 é muito movimentada e só possui duplicação de RG até Pelotas, o restante está em obras e é quase uma “estrada sem lei”.

Partimos por volta das 18h. Nesse dia, estávamos tranquilas com o horário, pois a Isa é de Pelotas e conhece a cidade, ou seja, não teríamos problemas e andar por lá à noite e nem procurar lugar para acampar, pois ficaríamos na casa da família da Isa.

Sentimos a tensão da estrada logo de início, a saída de Rio Grande é bem longa e movimentada. Pegamos a duplicação e um mar de caminhões passava por nós, muito movimento mesmo. Totalmente diferente do que vivemos na BR 101, onde podíamos andar no meio da estrada, que não era duplicada, e mesmo assim se sentir seguras. Dava para escutar os carros ao longe se aproximando, de tempos em tempos. Ali já entendemos o que era a BR 116 e que não tinha como seguir por ela, sem duplicação e em obras.

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Passamos muito tensas pela ponte que chega em Pelotas, e logo entramos na cidade. Anoiteceu, colocamos nossas luzes e seguimos para o Laranjal, que fica uns 12kms do centro da cidade, e era onde passaríamos a noite.

Chegamos cansadas da tensão, as pernas estavam muito bem, mas pescoço, ombros e costas, doloridos demais. Brindamos o fim da viagem, que decidimos que terminava ali e jantamos com a família da Isa.

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